quarta-feira, 17 de março de 2010
Collin
- Eu lembro que ela toda manhã me acordava para ir ao colégio, que naquela época ainda era separado entre meninos e meninas... Não que isso faça muita diferença para você. Me servia um copo de café, preto, bom. E depois me levava até a rua pra se despedir. E quando eu voltava, mesmo ela estando cansada arranjava um modo de conversar comigo. Era uma dona-de-casa, coitada, nunca aprendeu a ler direito, mas era tão esperta que até me ajudava em matemática.
- Eu adorava meu colégio. Minhas professoras eram novas, mas sabiam muito. Nós, os alunos, sempre tentávamos aquelas gracinhas que garotos de quinze anos tentam. Um dos garotos, o Elroy, tenho quase certeza que ele conseguiu pelo menos ver a nossa professora de literatura de sutiã. É claro que, naquela época, ver um sutiã era quase como perder a virgindade. As revistas para adultos eram mulheres de sutiã.
- Na frente do meu colégio, você vê, tinha um outro colégio, de meninas. Os dois colégios dividiam o pátio na hora do almoço, e nós sempre arranjávamos uma desculpa para ficar até depois do recreio conversando com as moçoilas. Uma delas, Collin, você conhece. Elisabete, aquela ternura de cabelos negros e olhos verdes. Os pais dela eram franceses, e sempre tentavam me ensinar quando eu ia namorar a filha deles.
- Pra falar a verdade, eu só fui aprender francês quando eu tinha dezoito anos, quando resolvi casar com a Elisabete. Eu lembro até hoje, veja só: Me casei com os mesmo sapatos que usei quando a conheci. É claro que meu pé cresceu um pouco entre o encontro e o casamento, mas eu insisti. Era a nossa "Coisa velha". Agora a coisa velha sou eu.
- E nós fomos felizes, Collin. Ela sempre me ajudava. É claro que teve o dia em que minha mãe morreu. Eu chorei muito naquele dia. E comecei a trair minha mulher, embora me arrependa muito. Eu dormi no sofá por dois anos, quando finalmente larguei o álcool e as mulheres. Mas quando eu larguei, fomos felizes de novo. Até que teve um dia que ela me falou. Estava grávida.
- Naqueles tempos, Collin, eu tinha uns trinta anos. E era mais alegre do que poderia contar. Meus amigos todos já tinham tido seus filhos aos vinte, e me achavam meio estranho, mas eu não ligava. Agora eu ia ter meu filho, meu próprio, e estava feliz com isso. Foram nove meses que nós vivemos, e nove meses que jogamos fora, no final.
- O bebê, Collin. O bebê era uma garota. Mas não apenas uma garota, uma garota morta. Nasceu morta. Não queria respirar. Minha mulher ficou muito deprimida. Eu não entendi o porquê de eu não ter chorado por isso. Eu queria ter chorado. Eu ainda quero. Mas só minha mulher chorou. E eu sentia que ela me odiava por eu também não chorar. Ela não queria mais sair da cama. Não queria sair de casa. Não queria falar comigo.
- Foi justamente nessa época, vinte e poucos anos atrás, que eu te comprei. Te vi numa loja aqui por perto, e o modo como você olhou pra mim simplesmente não dava pra não comprar. Vocês cachorros se vendem sozinhos, Collin. Levei você naquela caixa com furos de presente para Elisabete, e ela simplesmente te jogou para o lado, se lembra?
- Mas com o tempo foi melhorando. Ela acabou superando a morte da nossa filha, e começou a te dar atenção, carinho, amor. Mas a cada dia que passava ela continuava ficando mais pálida, mais fraca. Por fim eu não tive escolha, por mais que ela dissesse que estava bem. Levei-a no médico. Eu fui com ela e voltei sem ninguém. Estava com câncer, se você não sabia ainda. Acho que agora já existem tratamentos melhores contra cancêr, mas antigamente câncer era morte.
- E ela chorava. Como ela chorava. Eu não podia te levar para visitá-la, o que me deixava ainda mais deprimido. Ela te amava muito, Collin. Por fim, depois de eu ter passado três noites indo e voltando, ela morreu. Simplesmente desistiu. Às vezes eu acho que, se eu tivesse levado você, ela ainda estaria viva, sabe, e que você ainda falaria comigo.
- Mas ela morreu. Eu não pude fazer nada, nem você, nem deus, nem ninguém. E ficamos eu e você, aqui em casa. Meus amigos todos sumiram, meu trabalho me aposentou, e com o tempo até você começou a passar mais tempo dormindo do que falando comigo. Hoje em dia você fica aí, deitado, sem nem me dar atenção. Sabe, Collin, eu realmente gostaria que você acordasse. Por favor, acorde...
- Tudo bem. Não vou insistir. Também vou dormir, estou cansado...
- Boa noite, Collin.
domingo, 7 de março de 2010
Como se tornar um Blogueiro Profissional
Os três tipos de blogueiros são: O Profissional Rentável (Também conhecido como imbecil repetidor de clichês), o Profissional Respeitável (O que atualmente escreve algo que interessa, sem ser só uma idiotice de "Dorgas" ou "Ronaldo"), e o Profissional Cult (Também conhecido como "Falido").
As maiores diferenças entre esses três tipos diferentes de profissionais são o padrão de qualidade textual, e o grupo demográfico qual atingem. Como no mundo de hoje as massas se resumem em pessoas que gostam de ver a mesma piada ser repetida milhões de vezes, o grupo de Profissionais Rentáveis encontra seu paraíso monetário.
E é para isso que serve este guia. Quer ser um blogueiro profissional e ganhar dinheiro com isso? Siga estes passos.
Guia: Como se tornar um Blogueiro Profissional
- Crie um nome para seu blog: Blogs de hoje em dia precisam de um nome bobo ou fácil de memorizar para demonstrarem logo de início que não são nada além de um site idiota que repete piadas feitas no Pânico e que se vende por um preço razoável.
- Copie conteúdo: Se você quer fazer sucesso, pelo menos no início, você vai ter que copiar. Isso significa copiar as tiras de "FUUU", as montagens idiotas, as piadas de celebridades, as pegadinhas ridículas, etc. Mas lembre de dar crédito para os blogs maiores. Quanto aos menores, quem liga pra eles?
- Faça publicidade de seu blog: Isso significa mandar para seus amigos, fazer aquelas propagandas toscas no Orkut, procurar parceiros, tudo. Se possível, tente arranjar um parceiro de liga alta, que seja reconhecido. Com sorte, você terá vários visitantes vendo as exatas mesmas piadas idiotas e rindo categoricamente, aplaudindo seu blog pela originalidade.
- Sacaneie tudo: E isso é uma regra. Para isso você terá que ficar ligado nas notícias, no BBB, etc. Fulano de tal deu um chifre em alguém? Ótimo, faça uma piada tosca com isso. Alguém morreu? Use isso. Uma criança foi estuprada, morta, esquartejada e depois enterrada no mato? Faça uma piada sobre picadinho de carne.
- Ganhe "Respeito": Depois de algum tempo, a abominação do bom gosto que você chama de blog ganhará seguidores, respeito, parceiros, etc. Aproveite isso para alcançar o tão sonhado Google Ad Sense, e tente fechar negócios com alguns publicitários por conta própria. Em outras palavras, se venda.
- Entre para a Máfia: Não deve ser segredo (Aliás, é bastante óbvio) da máfia que envolve os maiores blogueiros repetidores de piadas da internet. Caso você queira arranjar uma posição de poder no mundo blogger, terá que se acertar com eles. Não se preocupe, com sorte você já terá dinheiro de proteção.
- Crie tirinhas: No momento que você começar a criar tirinhas, será aclamado como um gênio pelos seus fãs com uma séria falta de pontos de Q.I. Nessa categoria também se aplicam as regras do número 4 do Guia, então seja esperto.
- Nunca seja diferente: Se você fizer algo que for 1% diferente do que seus parceiros de blog fazem, sua carreira acabou. O mundo de blogueiros tolera tantas mudanças quanto a Igreja Católica, e a não ser que você esteja querendo uma briga com a máfia, é melhor que você só repita piadas.
- Aproveite e compartilhe: Se você chegou até aqui na sua carreira de blogueiro profissional, meus parabéns, você é um idiota sem neurônios que precisa ver Pânico na TV para saber o que postar em seu blog. Seu salário mensal é bom, e você faz propagandas para Mafia Wars. Mas não se preocupe, gozo de gangster não mancha. É crucial que, caso você queira permanecer neste estágio, você poste no mínimo uma vez por semana, e menospreze blogs que estão começando, no máximo disponibilizando o link no seu cemitério de links. Aproveite, meu caro, você é um blogueiro profissional.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Cremerda
nossa! quem é esse?pelo ao menos Meyer fez sucesso com seus livros ,e ele alguém conhece algum livro dele? ah é nao são bons por isso agora pergunta pra ele se ela é mais rica que ele? SEM DÚVIDA! os livros de Meyer são verdadeiros,diferentes,especiais... já os dele NÃO! e acho ridículo ele publicar artigos sobre Meyer sem mesmo conhecê-la! se não gosta dela tudo bem mais tem algum motivo para odiá-la?Além do fato de ela fazer mais sucesso do que esse idoso aí !meu, desencana vai beija na boca! dizem que acalma! quer MARACUJINA quér? vai se foder cara larga de ser arrogante,escroto,retardado,imbecil,invejoso,ciumento... VAI TOMAR NO SEU CÚ SEU FILHO-DA-PUTA SE ELA QUER ESCREVER É UM PROBLEMA DELA VOCE VAI SE FODER CARALHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !!!!!!!TOMARA QUE VOC~E MORRA!!!!!!!!!!!!!FILHO-DA-PUTA!!!!!!!!!!!!!!O comentário acima foi extraído integralmente do site Abril.com. Nenhuma letra trocada, nenhuma vírgula movida (O que foi, de fato, um sacrifício para mim, devido à "Excelente" gramática da autora).
O que, caros leitores, aconteceu com o mundo? Antigamente, tudo bem, tínhamos os modismos passageiros que acometiam os jovens. Romances, etc. Mas nunca foi algo nessa escala. Ocorria a ocasional "briga" de fãs de um assunto com fãs de outro assunto (Leia-se Star Wars e Star Trekk), mas desejarem a morte de Stephen King porque ele criticou Stephenie Meyer? Isso já é um passo meio radical.
Aliás, radical é o que define esse modismo novo de Crepúsculo. Como que um livro de terceira categoria conseguiu tanto sucesso, e influenciou tantas mentes fracas? Sinceramente, eu não sei. As únicas explicações que me vêm à mente são relacionadas à zumbis, pactos demoníacos, subornos monumentais para o New York Times, e uma pequena traição com o David Letterman. Por que o David Letterman? Sei lá.
Mas o ponto é: Crepúsculo é a mais nova moda. E é isso que é: Um modismo hiper-cultuado. Uma cultuação hiper-religiosa. Chega ao ponto de te discriminarem se você não gostar de crepúsculo. É. Chegamos ao ponto religioso da questão.
"Riram dele. Ele não tinha o mesmo gosto. Não gostava de tal coisa. Riram dele. Jogaram-no na lama" - A discriminação. Sim, a discriminação. É algo que está começando por agora (O que motivou todo este post, incluso com o comentário da colega), que ocorre até mesmo comigo.
O que ocorre? É simples: A pessoa conhece um grupo. Se enturma, faz amigos. Descobrem que esse indivíduo não gosta do determinado livro. O excluem do grupo. Passam a humilhá-lo. Judiar dele. Bater nele. Um Bullying (Outro post que eu venho adiando há tempos). E acho que já basta um "Tiros em Columbine" (Sem contar que "Mordidas em Rio de Janeiro" não soa tão bem).
Com certeza não é o "Fim" de qualquer coisa. Modas vem e vão. Mas o que preocupa é a atitude. Será que, no futuro, os fanatismos piorarão? Um tanto quanto triste, vivenciarmos uma Inquisição para eliminar os Não-Adoradores de Crepúsculo.
P.S.: Eu não gosto de Crepúsculo. Acho ridículo. Sem história. Nem para iniciar as pessoas ele serve, já que aparentemente aliena os possíveis iniciantes.
P.P.S.: Nenhuma ofensa foi intencional neste post.
P.P.P.S.: Se você é um(a) fanático(a) por Crepúsculo, desconsidere o P.S. acima.
P.P.P.P.S.: Este post foi publicado simultaneamente no Biancardine, o Estoriador quanto na Nave da Loucura, embora sob diferentes marcações.
domingo, 31 de janeiro de 2010
O Abacaxi
Pelo jardim dourado.
O porco morreu à mando,
Seu roteiro estava misturado.
Existe uma baleia,
Apoiada num prego,
Preso na parede de meia,
Construído pelo ego.
O dente cantou desfigurado.
Sob o teto de um quadro relatado,
Na televisão do homem descerebrado.
Que chamou seu filho de viado.
O quadro vomitou no artista,
Quando o cafetão passeou de puta.
Estavam os dois na São Batista,
Quando o homem voou lá pra Combuta.
Sentou-se no prédio de arenito,
Tomou sua areia com chá.
Sentiu fome aqui e acolá,
Comeu de jantar um erudito.
O menino descobriu que era pai,
Antes mesmo de transar.
Por aquele garoto, puta nenhuma disse "Ai",
Acho que seria melhor ele se matar.
Hegemonia simbólica de falácia moral,
Talvez seja apenas um golpe hormonal,
Singelamente pronto para te foder,
Inocentemente estuprando seu ser.
Jok's so pa's for me ti las.
Nip so fi la ca so ma,
I on em so fez las mas,
It pere of tu la mesma.
Acho que enlouqueceu.
O dia anoiteceu claro,
Quando a manhã atingiu o crepúsculo.
O garoto tolo sentou no aro,
Seu pai beijou seu músculo.
A menina pobre,
Aprendeu bem rápido.
Teve que chupar e engolir,
Não teve escolha, era isso ou partir.
Comprou um cachorro quente de cobre.
Sentou-se, um babaca ávido.
O açougueiro deleitou-se.
Com o presente da filha,
Era lindo o que ela trouxe,
Mesmo tendo ela gozo na virilha.
Cinemático o monstro,
Que mata com as garras.
É real, no entanto, quem mata com vostro,
Ele apertou na mulher as amarras.
Cinderela se sentou,
No pau de outro homem,
Enquanto o príncipe estava dando,
Para o seu amante.
Mas eu te pergunto:
Eu te questiono:
Eu lhe imploro:
Aonde está o abacaxi?
sábado, 30 de janeiro de 2010
Hippie
Aproveite agora, caro leitor, uma coleção de músicas que, considero eu, marcaram a era Hippie.
OBS.: Algum dia eu pretendo voltar a escrever normalmente.
... Algum dia.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Vazio Devastador
Uma mão caridosa
Deixa de ser amorosa.
Sozinho fui deixado.
Roubaram-lhe de mim.
Reticências no teu olhar,
Petrificado como marfim.
Agora você foi, e estou a sobrar.
Ponho-me em pensado,
Sua atitude corajosa,
Me fez pensar se já fui amado.
Nunca fora calorosa.
Por ti sempre vim,
Nunca serei capaz de cantar,
Estou estendido no jardim,
Jamais serei capaz de andar.
A canção formosa acabou,
Você por ele me deixou,
Não se ponha a chorar,
Ainda há o que terminar.
O coração negro decepou-me,
Sob sua sombra estremeço,
Lâmina aquela que matou-me.
A ti nunca mais esqueço.
Apertou as cordas em volta?
Por favor, tenha certeza, não solta.
Botou-as no meu pescoço?
Ótimo. Puxe a corda. Não será embaraçoso.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Existe um fim
Sobre pedras de areia e mar,
A rosa de um coração sem par,
Sua expressão estava calma.
O túnel ensolarado fez contato,
Naquele Verão de neve,
Vomitou pensando em Demi Lovato.
Seu cérebro entrou em greve.
O horror foi provocado,
Quando deixou de ser jovial,
Percebeu, muito tarde: Estava mal.
Deixou-se ser arrebatado.
Anos prosseguiu, lutando bravamente.
Suas marcas e cicatrizes o marcaram.
Por fim descansou eternamente:
Suas dores o mataram.
E sua alma seguiu pelo deserto.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Movimentos para os Podres
Marca, mancha, cravo,
espinho, espinha.
Interpretação, interpretação...
Eu vou te matar?
Morte, morte
Dor, Dor
Sangue (sangue?).
Violência... Instável.
Sem sinais vitais.
Merda, merda.
Vácuo, vacúolo.
Tenso, tenso
Ativo.
É disso que se faz
Por isso que é feita,
Enquanto tiver lítio,
Pão, circo e orgia.
Eu não ligo, eu não me importo
De qualquer forma, sua boca estará cheia de vermes.
De qualquer forma, o Deus vira a merda do mendigo.
De qualquer forma é de qualquer forma.
A maior alergia é a vida que posso ter.
Minha diabetes é salgada pela falta do doce.
Doce, Doce. A vida é amarga.
Squirt idílico doce.
Oh! A falta de código se enriquece nos livros
A cultura às vezes é só uma opinião com perfume,
O abstrato do auto-retrato.
Sim, senhor e grande irmão
Vamos brincar de pseudo-democracia.
Sua piscina está cheia de ratos
E sua mente está cheia de vermes,
Alguém de um lugar remoto
Te controla na palma da mão.
Foliculite crônica...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Direitos da Mulher
Existe uma lei que garante os direitos da mulher contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha. Agora, eu vos pergunto, caros leitores: Para quê serve uma lei que protege contra este exato tipo de situação, se quando ela mais é necessária, fica simplesmente ignorada na burocracia policial?
A Lei Maria da Penha recebeu este nome de um caso em que uma farmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes, fora agredida pelo marido durante seis anos. Ela fora vítima de duas tentativas de assassinato, uma das quais a deixou paraplégica, e, depois de dezenove anos de julgamento, o marido fora encarcerado por míseros dois anos.
"A lei alterou o Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos." - Wikipédia
Mas agora, eu levanto a questão: Funciona esta lei? Se quando uma mulher mais necessita dela, ela falha a prover assistência, eu diria que não. Devemos descartá-la? Nunca. Devemos fazê-la funcionar. Devemos exigir ação da polícia, dos governos, devemos pressionar o povo para que esse tipo de coisa não passe impune!
Quarta-Feira, dia 20 de Janeiro de 2010, uma mulher de 31 anos fora assassinada porque a polícia, a lei e a comunidade foi incapaz de deter tal acontecimento. Eu gostaria de deixar aqui meus pêsames para a família da vítima, além de pedir um favor à meus leitores: Não façam vista grossa. Denunciem. Ajudem. Não devemos aceitar tais coisas como se fossem naturais. Todos temos direito à vida, todos temos direito à viver com segurança. É necessário que o povo exija isso das autoridades para que a mudança de fato ocorra. Não apenas uma folha de papel nas páginas da legislação.
A reportagem
É/Foi vítima de violência doméstica? Disque 180, número de assistência à mulher, operante em todo o Brasil.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Doce Agulha Podre
A agulha adentra sua pele,
Um furo tão impreciso,
Prazer injetado que vele.
Aonde tudo deu errado?
Onde amor virou heroína?
Deixou teu corpo largado,
Quando deixastes de ser minha?
Quando destes sumiço,
Deixastes apenas um buraco,
Com uma carta, sentido postiço.
Enquanto apenas me encharco.
Vivemos juntos, em paz,
Até que tudo desapareceu.
Subitamente, não sou capaz,
Onde está o sentido, se eu era seu?





