sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cremerda

nossa! quem é esse?pelo ao menos Meyer fez sucesso com seus livros ,e ele alguém conhece algum livro dele? ah é nao são bons por isso agora pergunta pra ele se ela é mais rica que ele? SEM DÚVIDA! os livros de Meyer são verdadeiros,diferentes,especiais... já os dele NÃO! e acho ridículo ele publicar artigos sobre Meyer sem mesmo conhecê-la! se não gosta dela tudo bem mais tem algum motivo para odiá-la?Além do fato de ela fazer mais sucesso do que esse idoso aí !meu, desencana vai beija na boca! dizem que acalma! quer MARACUJINA quér? vai se foder cara larga de ser arrogante,escroto,retardado,imbecil,invejoso,ciumento... VAI TOMAR NO SEU CÚ SEU FILHO-DA-PUTA SE ELA QUER ESCREVER É UM PROBLEMA DELA VOCE VAI SE FODER CARALHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !!!!!!!TOMARA QUE VOC~E MORRA!!!!!!!!!!!!!FILHO-DA-PUTA!!!!!!!!!!!!!!
O comentário acima foi extraído integralmente do site Abril.com. Nenhuma letra trocada, nenhuma vírgula movida (O que foi, de fato, um sacrifício para mim, devido à "Excelente" gramática da autora).

O que, caros leitores, aconteceu com o mundo? Antigamente, tudo bem, tínhamos os modismos passageiros que acometiam os jovens. Romances, etc. Mas nunca foi algo nessa escala. Ocorria a ocasional "briga" de fãs de um assunto com fãs de outro assunto (Leia-se Star Wars e Star Trekk), mas desejarem a morte de Stephen King porque ele criticou Stephenie Meyer? Isso já é um passo meio radical.

Aliás, radical é o que define esse modismo novo de Crepúsculo. Como que um livro de terceira categoria conseguiu tanto sucesso, e influenciou tantas mentes fracas? Sinceramente, eu não sei. As únicas explicações que me vêm à mente são relacionadas à zumbis, pactos demoníacos, subornos monumentais para o New York Times, e uma pequena traição com o David Letterman. Por que o David Letterman? Sei lá.

Mas o ponto é: Crepúsculo é a mais nova moda. E é isso que é: Um modismo hiper-cultuado. Uma cultuação hiper-religiosa. Chega ao ponto de te discriminarem se você não gostar de crepúsculo. É. Chegamos ao ponto religioso da questão.

"Riram dele. Ele não tinha o mesmo gosto. Não gostava de tal coisa. Riram dele. Jogaram-no na lama" - A discriminação. Sim, a discriminação. É algo que está começando por agora (O que motivou todo este post, incluso com o comentário da colega), que ocorre até mesmo comigo.

O que ocorre? É simples: A pessoa conhece um grupo. Se enturma, faz amigos. Descobrem que esse indivíduo não gosta do determinado livro. O excluem do grupo. Passam a humilhá-lo. Judiar dele. Bater nele. Um Bullying (Outro post que eu venho adiando há tempos). E acho que já basta um "Tiros em Columbine" (Sem contar que "Mordidas em Rio de Janeiro" não soa tão bem).

Com certeza não é o "Fim" de qualquer coisa. Modas vem e vão. Mas o que preocupa é a atitude. Será que, no futuro, os fanatismos piorarão? Um tanto quanto triste, vivenciarmos uma Inquisição para eliminar os Não-Adoradores de Crepúsculo.

P.S.: Eu não gosto de Crepúsculo. Acho ridículo. Sem história. Nem para iniciar as pessoas ele serve, já que aparentemente aliena os possíveis iniciantes.
P.P.S.: Nenhuma ofensa foi intencional neste post.
P.P.P.S.: Se você é um(a) fanático(a) por Crepúsculo, desconsidere o P.S. acima.
P.P.P.P.S.: Este post foi publicado simultaneamente no Biancardine, o Estoriador quanto na Nave da Loucura, embora sob diferentes marcações.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O Abacaxi

A régua passou voando
Pelo jardim dourado.
O porco morreu à mando,
Seu roteiro estava misturado.

Existe uma baleia,
Apoiada num prego,
Preso na parede de meia,
Construído pelo ego.

O dente cantou desfigurado.
Sob o teto de um quadro relatado,
Na televisão do homem descerebrado.
Que chamou seu filho de viado.

O quadro vomitou no artista,
Quando o cafetão passeou de puta.
Estavam os dois na São Batista,
Quando o homem voou lá pra Combuta.

Sentou-se no prédio de arenito,
Tomou sua areia com chá.
Sentiu fome aqui e acolá,
Comeu de jantar um erudito.

O menino descobriu que era pai,
Antes mesmo de transar.
Por aquele garoto, puta nenhuma disse "Ai",
Acho que seria melhor ele se matar.

Hegemonia simbólica de falácia moral,
Talvez seja apenas um golpe hormonal,
Singelamente pronto para te foder,
Inocentemente estuprando seu ser.

Jok's so pa's for me ti las.
Nip so fi la ca so ma,
I on em so fez las mas,
It pere of tu la mesma.
Acho que enlouqueceu.

O dia anoiteceu claro,
Quando a manhã atingiu o crepúsculo.
O garoto tolo sentou no aro,
Seu pai beijou seu músculo.

A menina pobre,
Aprendeu bem rápido.
Teve que chupar e engolir,
Não teve escolha, era isso ou partir.
Comprou um cachorro quente de cobre.
Sentou-se, um babaca ávido.

O açougueiro deleitou-se.
Com o presente da filha,
Era lindo o que ela trouxe,
Mesmo tendo ela gozo na virilha.

Cinemático o monstro,
Que mata com as garras.
É real, no entanto, quem mata com vostro,
Ele apertou na mulher as amarras.

Cinderela se sentou,
No pau de outro homem,
Enquanto o príncipe estava dando,
Para o seu amante.

Mas eu te pergunto:
Eu te questiono:
Eu lhe imploro:
Aonde está o abacaxi?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Hippie

Temos Dia do Militar. Sim, nós temos. Dia do Sexo, Dia da Toalha (Muito embora eu apóie esses dois últimos, eu quero afirmar um ponto), Dia do Nerd, Dia do Orgasmo, Dia do Político, Dia do Advogado, Dia do Escritor, Dia do Lixeiro, Dia do Jim Carrey, Dia do Funk (Quem quer que tenha criado esse merece ser BALEADO. Provavelmente já foi), Dia do POP, Dia do P.O.P. (Podem parecer diferentes, mas o P.O.P. é Problema de Outra Pessoa), enfim. Uma porrada de dias. Acho possível até que tenhamos mais dias de alguma coisa do que temos em um ano (O que deve dar uma certa confusão com relação ao que comemorar: O Funk, ou a Semana da Independência?), mas um dia dedicado àqueles que deram um stop (Ou pelo menos tentaram. Mas se divertiram bastante) no capitalismo desenfreado que ocorria nos anos 60, não temos. Pois bem. Eu não posso mudar o calendário, mas posso, no espírito Hippie, postar uma pequena homenagem, não o posso?

Aproveite agora, caro leitor, uma coleção de músicas que, considero eu, marcaram a era Hippie.

















OBS.: Algum dia eu pretendo voltar a escrever normalmente.


... Algum dia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vazio Devastador

Sozinho fui largado,
Uma mão caridosa
Deixa de ser amorosa.
Sozinho fui deixado.

Roubaram-lhe de mim.
Reticências no teu olhar,
Petrificado como marfim.
Agora você foi, e estou a sobrar.

Ponho-me em pensado,
Sua atitude corajosa,
Me fez pensar se já fui amado.
Nunca fora calorosa.

Por ti sempre vim,
Nunca serei capaz de cantar,
Estou estendido no jardim,
Jamais serei capaz de andar.

A canção formosa acabou,
Você por ele me deixou,
Não se ponha a chorar,
Ainda há o que terminar.

O coração negro decepou-me,
Sob sua sombra estremeço,
Lâmina aquela que matou-me.
A ti nunca mais esqueço.

Apertou as cordas em volta?
Por favor, tenha certeza, não solta.
Botou-as no meu pescoço?
Ótimo. Puxe a corda. Não será embaraçoso.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Existe um fim

Seguiu pelo deserto de sua alma,
Sobre pedras de areia e mar,
A rosa de um coração sem par,
Sua expressão estava calma.

O túnel ensolarado fez contato,
Naquele Verão de neve,
Vomitou pensando em Demi Lovato.
Seu cérebro entrou em greve.

O horror foi provocado,
Quando deixou de ser jovial,
Percebeu, muito tarde: Estava mal.
Deixou-se ser arrebatado.

Anos prosseguiu, lutando bravamente.
Suas marcas e cicatrizes o marcaram.
Por fim descansou eternamente:
Suas dores o mataram.

E sua alma seguiu pelo deserto.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Movimentos para os Podres

Marca, mancha, cravo,

espinho, espinha. 

Interpretação, interpretação...

Eu vou te matar?


Morte, morte

Dor, Dor

Sangue (sangue?).

Violência... Instável.

Sem sinais vitais.


Merda, merda.

Vácuo, vacúolo.

Tenso, tenso

Ativo.


É disso que se faz

Por isso que é feita,

Enquanto tiver lítio,

Pão, circo e orgia.


Eu não ligo, eu não me importo

De qualquer forma, sua boca estará cheia de vermes.

De qualquer forma, o Deus vira a merda do mendigo.

De qualquer forma é de qualquer forma.


A maior alergia é a vida que posso ter.

Minha diabetes é salgada pela falta do doce.

Doce, Doce. A vida é amarga.

Squirt idílico doce.


Oh! A falta de código se enriquece nos livros

A cultura às vezes é só uma opinião com perfume,

O abstrato do auto-retrato.


Sim, senhor e grande irmão

Vamos brincar de pseudo-democracia.

Sua piscina está cheia de ratos

E sua mente está cheia de vermes,

Alguém de um lugar remoto 

Te controla na palma da mão.

Foliculite crônica...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Direitos da Mulher

Hoje gostaria de me desculpar em nome do sexo masculino pelas ações impensadas e covardes de Fábio Willian. Fábio, na manhã de Quarta-Feira, dia 20 de Janeiro, assassinou a esposa, Maria Islaine de Moraes, a tiros. Ele já havia ameaçado-a de morte inúmeras vezes anteriormente, que foram denunciadas várias vezes por Maria, mas a polícia nada fez para ajudar.

Existe uma lei que garante os direitos da mulher contra a violência doméstica, a Lei Maria da Penha. Agora, eu vos pergunto, caros leitores: Para quê serve uma lei que protege contra este exato tipo de situação, se quando ela mais é necessária, fica simplesmente ignorada na burocracia policial?

A Lei Maria da Penha recebeu este nome de um caso em que uma farmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes, fora agredida pelo marido durante seis anos. Ela fora vítima de duas tentativas de assassinato, uma das quais a deixou paraplégica, e, depois de dezenove anos de julgamento, o marido fora encarcerado por míseros dois anos.

"A lei alterou o Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos." - Wikipédia

Mas agora, eu levanto a questão: Funciona esta lei? Se quando uma mulher mais necessita dela, ela falha a prover assistência, eu diria que não. Devemos descartá-la? Nunca. Devemos fazê-la funcionar. Devemos exigir ação da polícia, dos governos, devemos pressionar o povo para que esse tipo de coisa não passe impune!

Quarta-Feira, dia 20 de Janeiro de 2010, uma mulher de 31 anos fora assassinada porque a polícia, a lei e a comunidade foi incapaz de deter tal acontecimento. Eu gostaria de deixar aqui meus pêsames para a família da vítima, além de pedir um favor à meus leitores: Não façam vista grossa. Denunciem. Ajudem. Não devemos aceitar tais coisas como se fossem naturais. Todos temos direito à vida, todos temos direito à viver com segurança. É necessário que o povo exija isso das autoridades para que a mudança de fato ocorra. Não apenas uma folha de papel nas páginas da legislação.

A reportagem

É/Foi vítima de violência doméstica? Disque 180, número de assistência à mulher, operante em todo o Brasil.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Doce Agulha Podre

O vento frio destrói seu sorriso,
A agulha adentra sua pele,
Um furo tão impreciso,
Prazer injetado que vele.

Aonde tudo deu errado?
Onde amor virou heroína?
Deixou teu corpo largado,
Quando deixastes de ser minha?

Quando destes sumiço,
Deixastes apenas um buraco,
Com uma carta, sentido postiço.
Enquanto apenas me encharco.

Vivemos juntos, em paz,
Até que tudo desapareceu.
Subitamente, não sou capaz,
Onde está o sentido, se eu era seu?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mistura Estranha

Cinderela chupou o Príncipe
Ninguém é bonito por dentro.
Nada é o que parece.
Só tem um cheiro gosmento.

A cor vermelha
De uma imagem azul.
Sobre uma panela ajoelha,
Direcionado ao norte do sul.

O Natal é uma mentira,
Religião um artifício.
Tudo que é bom não respira,
E não te manda tomar num orifício.

Pobre podre nada pode.
O padre tem algo embaixo da bata.
Ao rico dedico este ode.
Enquanto ele não se mata (Tomara).

É apenas um idiota.
Tentando arranjar um trocado.
Mesmo sendo poliglota.
"Se prostitui" faz parte de seu legado.

A morte desmerece o homem,
O homem desmerece sorte.
Rápido, antes que cantem.
Chame de vez a morte.

domingo, 29 de novembro de 2009

A Fábrica

Dois à esquerda, giram a porca,
Dois à direita, giram a manivela.
Ancestrais do chefe, morreram na forca,
Os operários pararam, foram à capela.

A fábrica cresceu, se expandiu,
Robôs faziam o trabalho,
Operários foram ao retalho,
Do alto o chefe contou dinheiro e riu.

Toda vez que o robô morria,
Sempre se substituia.
Salário era pouco,
Apenas para quem não era louco.

A voz ativa era inexistente,
Quando o robô pegava no batente,
O trabalho era sua vida,
Que vida, em contrapartida.

O mesmo movimento hipnotizante,
Por anos e anos adiante.
Um robô viciado, um robô programado,
Um robô chamado humano, coitado.